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30 de dezembro de 2011

Brasileiro está pensando mais no futuro

O brasileiro está, aos poucos, cultivando cultura de pensar no futuro. Não no futuro que diz respeito ao ano que vem, mas o que se refere daqui a 20 ou 30 anos. E boa parte dessa educação financeira começou a ser estimulada com o crescimento da economia, que propiciou a muitos, pela primeira vez, poupar parte do salário.

 

Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida apontam que, de janeiro a setembro, houve alta de 20,57% no volume de aportes (novos recursos) em comparação ao mesmo período em 2010, somando R$ 37,3 bilhões.

 

A maior parte dessas cifras provém dos planos individuais (contratados por pessoa física e custeados com recursos próprios), com R$ 31,3 bilhões, que foram incrementados em 20,31% frente ao acumulado do ano passado.

 

Na avaliação de Wagner Soares, gerente comercial da Brasilprev, a educação financeira tem papel primordial nesse crescimento. “Ao entender a importância de pensar no longo prazo, as pessoas começam a contribuir cada vez mais cedo.”

 

Para Gustavo Lendimuth, superintendente-executivo da HSBC Seguros, os números podem ser ainda maiores se o governo federal também fizer a sua parte e incluir, na grade curricular das escolas, a educação financeira. “Dessa forma, o assunto não será mais desconhecido, pois desde crianças as pessoas vão começar a aprender o quão importante é poupar para assegurar um futuro melhor.”

 

Além disso, embora ainda não seja possível mensurar, a classe C, conhecida como a nova classe média (renda média de R$ 2.036,43), já é considerada um nicho importante para as seguradoras e empresas de previdência. Com salário maior, começou a sobrar parte dele, o que permitiu a muitos poupar.

 

“Para atender essa nova classe média começamos a disponibilizar planos a partir de R$ 25. Muitos deles iniciam um investimento pensando em oferecer a seus filhos educação melhor do que tiveram”, explica Soares.

 

Para o diretor executivo de investimentos e previdência do Itaú Unibanco, Osvaldo Nascimento, embora esse público não tenha grandes montantes a aplicar, uma pequena quantia já é um bom começo. “Se a pessoa separar R$ 50 por mês para a previdência, isso equivale a menos do que duas pizzas, e ele já estará cuidando do seu futuro.”

 

Aportes em VGBL cresceram 23,76%

 

Pelo fato de ser destinado a profissionais autônomos, liberais e informais e, para aderir basta que realize a declaração do Imposto de Renda no formulário simples, o VGBL acaba por liderar o ranking dos planos de previdência privada.

 

A modalidade cresceu, de janeiro a setembro, 23,76% na comparação com o mesmo período do ano passado. O volume de depósitos totalizou R$ 30,4 bilhões.

 

Já o PGBL, indicado para quem declara o IR pelo modelo completo e, imprescindivelmente contribui com o INSS ( o que acaba por incluir mais pessoas que trabalhem com carteira assinada), arrecadou R$ 4,4 bilhões, alta de 13,07% em relação ao acumulado em 2010.

 

Se analisarmos desde que a série histórica foi iniciada pela Fenaprevi, em 2002, o VGBL começou arrecadando, por ano, R$ 2,5 milhões. De lá para cá, houve incremento de 1.116%.

 

No caso do PGBL, que começou com R$ 2,9 bilhões, a expansão foi de 51,7%.

Fonte: Diário do Grande ABC Online

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