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31 de maio de 2010

Carteira de automóveis tem crescimento acelerado em 2010

A carteira de automóveis manteve, em abril, o ritmo de crescimento acelerado. Segundo dados da Susep, o volume de prêmios acumulado nessa carteira no primeiro quadrimestre (incluindo as coberturas de roubo, incêndio, colisão, acidentes com os passageiros e responsabilidade civil facultativa) ultrapassou a faixa de R$ 6 bilhões, com incremento de 16,6% em comparação aos quatro primeiros meses do ano passado.

 

Vale lembrar que no primeiro trimestre, o ramo de automóveis já havia crescido 15,8% em comparação aos três primeiros meses de 2009, com uma receita de prêmios da ordem de R$ 4,4 bilhões.

 

Diante desses números, o clima é de otimismo entre as seguradoras que operam no ramo de automóveis. A expectativa é de aumento de até 20% nas vendas de apólices neste ano, comparado a 2009. “Isso dependerá das estratégias de cada seguradora e da disposição do consumidor. Mas, considerando a atual conjuntura, não é nada difícil que as vendas de seguros de automóvel possam subir até 20%”, afirmou o novo presidente da Comissão de Automóvel da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Mauricio Galian, em entrevista ao site Viver Seguro, da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg).

 

Segundo Mauricio Galian, uma das preocupações da comissão é “antecipar alguns acontecimentos e problemas que se avizinham”, para evitar que as seguradoras de automóvel fiquem expostas perante a opinião pública e os órgãos de defesa do consumidor. “è preciso trabalhar pro-ativamente para que as coisas aconteçam a nosso favor e não contra a instituição seguro”, comentou.

 

Com relação às possíveis consequências, no ramo de veículos, de fatos tais como o aumento dos juros básicos e o fim do IPI reduzido nas vendas de automóveis, ele demonstrou uma visão otimista. Para Maurício Galian, o retorno às antigas alíquotas do IPI deve ser absorvido, ao menos parcialmente, pelas montadoras, porque o consumidor “não deve pagar essa conta integralmente”.

 

Ainda assim, ele aconselha o mercado a ficar atento aos possíveis reflexos sobre o preço final do carro e sua relação com os riscos já subscritos, para avaliar se haverá necessidade de endosso ou não dos contratos, caso haja distorção.

 

Já no que se refere à alta das taxas de juros, ele entende que possa haver um “efeito mais negativo” para as seguradoras de automóvel, com o provável encarecimento do crédito para compra de automóveis e, em consequência, a redução do entusiasmo do consumidor.

 


Fonte: CQCS



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