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18 de janeiro de 2010

Prevenção a doenças reduz custo de empresas com saúde

As empresas estão investindo cada vez mais em programas para melhorar a saúde dos funcionários. As seguradoras também têm se movimentado nesse sentido, oferecendo acompanhamento e diagnóstico para as empresas que usam seus serviços. Segundo especialistas, um colaborador doente pode custar, em média, duas vezes mais.


Um exemplo disso é a Lexmark International do Brasil, que desenvolve programas de prevenção de saúde para reduzir os custos com saúde e o aumentar o desempenho das equipes. “Quando o funcionário está feliz e saudável, ele rende mais no seu trabalho. Por isso, resolvi investir em programas de prevenção. Há quatro anos nós gastávamos 110% da nossa franquia do seguro-saúde. Hoje utilizamos apenas 65% de todo o pacote”, explicou o presidente da Lexmark International do Brasil, Leonel Costa.


A companhia ainda desenvolve programas que visam a tratar a depressão, uma das doenças que mais atingem as empresas. De acordo com Costa, o doente necessita de um a dois anos para conseguir se recuperar totalmente, e quando volta ao trabalho tem o seu rendimento reduzido em 20%. “Nós não visamos o quanto vamos gastar com a saúde dos nossos funcionários. Queremos que todos os departamentos estejam bem e que as pessoas tenham cada vez mais vontade de trabalhar com a gente. A idéia é conciliar desenvolvimento, desempenho e saúde no ambiente de trabalho”, ressaltou Costa.


Outro ótimo exemplo é o Hospital Sírio-Libanês, que implantou um Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo para seus funcionários. A medida usada com 220 funcionários deu tão certo que a entidade iniciou o atendimento a empresas que queiram realizar o programa com seus profissionais. “Fizemos uma parceria com a Klabin, que se interessou pelo programa, e temos mais 29 empresas na lista de espera. Os resultados são rápidos, mas as empresas precisam manter a política de gestão de saúde continuamente”, alertou a chefe do check-up de executivos do Hospital Sírio-Libanês e responsável pelo Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo.


Segundo pesquisas realizadas pelo hospital, 80% das pessoas tratadas param de fumar no primeiro mês. O tratamento dura dois meses e é realizado com grupos de cinco a dez pessoas. Preocupadas também com a saúde de seus clientes, diversas seguradoras de saúde incorporaram ao seu portfólio o serviço de prevenção de saúde. Além de agregar mais clientes coorporativos, as seguradoras ainda ganham com a conscientização de seus próprios funcionários.


De olho numa fatia de um segmento que tem crescido muito nos últimos anos, a SulAmérica Saúde lançou o Saúde Ativa, que traça o perfil dos funcionários por meio de questionários. Depois disso, é dado início ao planejamento das ações de prevenção, e, nos casos de doenças crônicas, a empresa fornece acompanhamento de profissionais qualificados. O trabalho não tem nenhum custo para a empresa cliente nem para os segurados. Para a seguradora, o retorno do investimento no Saúde Ativa está na melhoria da qualidade de vida dos usuários, além da redução da sinistralidade e de gastos com serviços de saúde.


Para a empresa cliente, o ganho se dá na produtividade, uma vez que a medicina preventiva pode reduzir o absenteísmo dos funcionários. “O programa Saúde Ativa da SulAmérica atende hoje mais de 71 mil segurados, com previsão de triplicar este número nos próximos anos. Nosso foco é a melhoria na qualidade de vida de nossos segurados e clientes por meio do incentivo a hábitos saudáveis e do acompanhamento daqueles que já possuem doenças crônicas”, afirmou o diretor de Prestadores Médicos da SulAmérica Saúde, Roberto Galfi.


Fonte: DCI Online

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