O Brasil conta atualmente com uma frota de veículos em circulação que supera a casa dos 45 milhões. Estima-se que, deste total, de 20% e 25% contem com a proteção de seguradoras. Apesar do número ainda tímido, entre 2004 e 2006 o total de carros com menos de cinco anos de uso segurados saltou de 9 milhões para 10 milhões, aumento de mais de 11%.
A afirmação é de José Carlos Oliveira, da Federação Nacional de Seguros Gerais, a partir de dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ele acrescenta que o crescimento é decorrência do cuidado das pessoas com seus veículos. “Hoje, quem compra um carro novo faz seguro antes de tirá-lo da concessionária”.
Ele também afirma que o produto, no caso dos automóveis mais novos, está mais barato, já que o método de estabelecimento de preços leva em conta o perfil do usuário.
Contratar seguro para carros requer, antes de mais nada, muita pesquisa. Cotação realizada pela Merit Seguros a pedido do JT mostra que os preços para um mesmo perfil de usuário e idêntico modelo de automóvel podem apresentar variações superiores a 90%. (leia ao lado).
Mais que buscar as melhores condições para contratação do seguro, é preciso associar o preço ao automóvel buscado. E modelos como Golf, Parati e Audi A3 têm seguros mais caros, seja porque são alvos preferenciais de ladrões ou em função da mão-de-obra mais cara.
Recomenda-se, ainda, que a cotação do seguro seja realizada com vários profissionais, uma vez que o mercado possui um sem-número deles, bem como preços que podem diferir muito em razão dos serviços prestados.
Um ponto que o corretor faz questão de ressaltar é a veracidade das informações prestadas à seguradora no momento da contratação. Ele lembra que mentir é o pior negócio. Caso haja alguma omissão ou mentira por parte do cliente, a seguradora irá descobrir no momento da investigação de algum problema pelo qual deva reembolsar ou assumir uma dívida.
Conversa e cópia
Para a escolha da corretora, sugere-se a tradicional indicação de amigos ou pessoas que conheçam o serviço da empresa e da seguradora, porque numa conversa informal se percebe se o profissional está atualizado quanto ao mercado.
Não se esqueça de pedir ao corretor uma cópia da proposta que será entregue à seguradora. O documento serve para que, depois, os dados sejam confrontados com os constantes da apólice da empresa.
Outro detalhe importante ressaltado é o pagamento das parcelas, principalmente a primeira. É recomendado que quem optar por cheque deve preenchê-lo nominal à companhia responsável pelo serviço e nunca ao corretor, porque já houve casos em que, enquanto o cliente achava que as parcelas de seu seguro eram quitadas, o intermediário ficava com o dinheiro. O melhor é optar por boletos bancários ou débito em conta corrente.
Quando se trata de valores, eles variam entre regiões e de acordo com o perfil do cliente.
Fonte: CQCS
